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Publicação:

Endereço: Mal.Floriano, 101/103

Cidade: Rio Grande

Proprietário Atual: Assoc Pró-Pres. Patr. Hist. Art. Cult. de Rio Grande APHAC

Portaria: 07/83 de 07.02.83 - ratif. 14/86 de 26.11.86

Número do Processo: 03208-25.00-SCDT/82

Número de inscrição do Livro Tombo: 17 - Livro Tombo Histórico

Data de inscrição no Livro Tombo: 11/02/1983

Data de publicação em D.O.: 05/07/1987

Informações históricas:

A Casa dos Azulejos foi construída em 1862 por Antônio Benone Martins Viena, originalmente com função residencial. A partir de 1899 passou a ser utilizada como sede de uma das filiais do London and Brazilian Bank Ltda. Em 1938 foi adquirida por Luiz Angelo Loréa, que passou a residir no local com a família.

Em 1998, a casa foi adquirida pela APAHC - Associação Pró-Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Rio Grande.

Informações arquitetônicas:

Prédio de esquina assobradado, revestido de azulejos portugueses, técnica muito utilizada nas cidades litorâneas, é um dos poucos exemplares que restaram no Estado. Os beirais originais teriam sido substituídos por platibandas, de acordo com o Novo Código de Posturas do Município, de 1903, que passou a exigir calhas e dutos pluviais embutidos nas paredes. Posteriormente foram feitas intervenções que descaracterizaram a sua arquitetura, como a subdivisão do andar superior com divisórias de madeira, para cômodos de aluguel, e a utilização do térreo como botequim. Com o tempo, a desocupação e o abandono, acentuou-se a deterioração do imóvel, que passou a apresentar graves problemas de infiltrações, com a degradação da cobertura, dos elementos internos e dos azulejos da fachada. Estes apresentavam um processo acelerado de perda do vidrado, necessitando de intervenções restauradoras. Nos últimos tempos, o prédio estava desocupado e abandonado.

As obras de restauração ocorreram em 2000 e 2001, através do Sistema LIC/SEDAC - Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Refinaria de Petróleo Ipiranga. A primeira parte das obras incluiu a recuperação da cobertura, dos entrepisos e dos rebocos. Na segunda etapa, as intervenções nos azulejos incluíram sua dessalinização e a fixação e proteção do vidrado (parte colorida). Parte dos azulejos foi recuperada, e parte foi substituída por azulejos novos, importados de Portugal, do mesmo local de proveniência dos azulejos originais.

Fontes: Processo de tombamento.

Arquivos anexos

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado