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Publicação:

Endereço: Praça Getúlio Vargas n° 200

Cidade: Alegrete 

Proprietário Atual: Particular

Portaria: 069/2013

Número do Processo: 000598-1100/10-5

Número de inscrição do Livro Tombo: 129

Data de inscrição no Livro Tombo: 06/12/2013

Data de Publicação em D.O.: 15/10/2013

Informações históricas:

O imóvel está situado na Praça Getúlio Vargas n° 200, na cidade de Alegrete, em um lote de centro de quarteirão sem recuos laterais e com a fachada principal alinhada ao passeio público. O prédio teve como 1º proprietário o Marechal Bento Manuel Ribeiro de Almeida, casado com a Sra. Maria Mâncio da Conceição.

Bento Manuel nasceu em 1783, filho do tropeiro Manuel Ribeiro de Almeida, na histórica cidade dos tropeiros, Sorocaba – São Paulo. Com 5 anos veio para o Rio Grande como piá da estância do major Antônio Adolfo Charão (corruptela Scharam), em Rio Pardo. O major Charão era dos Dragões do Rio Pardo e natural do Rio de Janeiro, filho do médico alemão João Adolfo Scharam e casou com a filha do mineiro João Carneiro da Fontoura, então capitão dos Dragões de Rio Pardo, com ilustre descendência.

Bento Manuel prestou relevantes serviços militares, de soldado a marechal do Exército Imperial, à Integridade e Soberania do Brasil, colônia e independente, nas guerras do Sul de 1801, 1811-12, 1816 e 1821, 1825-28, 1835-1845 e 1851-52, onde se firmou entre as maiores espadas de seu tempo. Foi militar de raros méritos como estrategista, tático, profundo conhecedor do terreno e grande capacidade de nele orientar-se. Possuía grande capacidade de liderança em combate e de bem combinar Infantaria e Cavalaria, além de conhecimento apreciável da psicologia de seus homens e dos adversários. Ao combater, ora ao lado dos farrapos, ora ao lado dos imperiais, mas sempre desequilibrando, acentuadamente, o prato da balança, em favor da causa que defendia, inicialmente como farrapo, depois como imperial, novamente como farrapo e, finalmente, depois de mais de dois anos de neutralidade, lutou pelo Império até o final da Revolução, “como vaqueano-mor de Caixas”.

Informações arquitetônicas:

A área construída é de 314,34m². As portas internas são em madeira com duas folhas com verga, em arco abatido e bandeira fixa com vidros. As folhas têm a parte superior envidraçada. A fachada principal possui reboco liso com soco em argamassa e cunhais. A porta principal é em madeira, com duas folhas, verga reta e almofadas. Existem três janelas, com vãos simétricos ao da porta principal, em madeira e duas folhas com verga reta, vidro e escuros internos. Um friso horizontal em argamassa une a cimalha ao plano de fachada. A cimalha possui quatro módulos simétricos vazados e com balaustres. A fachada posterior encontra-se encoberta pelo acréscimo da cozinha. A cobertura é em telha de barro do tipo capa-e-canal com estrutura em madeira e forro também em madeira do tipo saia-e-camisa na área do sótão.

Fonte: Processo de tombamento.

Arquivos anexos

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado