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Bem Tombado

ANTIGA ESTAÇÃO FÉRREA DE SANTO ÂNGELO
   
Nome:
Antiga Estaçao Férrea
Antiga Estaçao Férrea
Plataforma de embarque da estação
Plataforma de embarque da estação
Foto interna
Foto interna
 
ANTIGA ESTAÇÃO FÉRREA DE SANTO ÂNGELO
Endereço:
Av. Brasil, 1265, esq. Rua Florêncio de Abreu
Cidade
SANTO ÂNGELO
Proprietário Atual:
Prefeitura Municipal de Santo Ângelo
Portaria:
046/2013 de 10.07.2013
Número do Processo:
002799-1100/11-7
Data de Publicação em D.O.
16/07/2013
Observações:

A estação ferroviária de Santo Ângelo foi inaugurada em 16 de outubro de 1921, tendo sido construída no período de 1918 a 1921. Foi formalmente desativada apenas em 12 de setembro de 1969, permanecendo por quase 50 anos como estação de passageiros. Depois, o prédio abrigou um posto da Brigada Militar e foi sede da Secretaria Municipal de Cultura. No dia 17 de dezembro de 1996 tornou-se a sede do Memorial da Coluna Prestes, com um acervo relacionado à marcha e à vida de Luiz Carlos Prestes.

A estação fazia parte do ramal Cruz Alta – Santa Rosa, ligado à linha Santa Maria – Marcelino Ramos, que foi sendo construído lentamente, por trechos. O 1º Batalhão Ferroviário foi o responsável pela construção desse ramal, que iniciava em Cruz Alta, em direção à fronteira oriental. A obra da estrada de ferro teve a supervisão de Prestes no trecho Santo Ângelo – Giruá, mais precisamente entre a estação central do município e a do distrito de Comandaí. Mais tarde a linha estendeu-se até Santa Rosa (RS), o ponto final da ferrovia, inaugurado em 1940, passando por estações intermediárias como Giruá e Cruzeiro.

A antiga estação, construída em alvenaria de tijolos, possui uma tipologia diferenciada em relação às demais estações construídas no Rio Grande do Sul, que geralmente seguiam um projeto padronizado. Ali estão também localizados dois antigos vagões, edificações onde residiam os funcionários da estação e a antiga caixa d’água em ferro. Ao ser inaugurado o Memorial da Coluna Prestes, foi instalado próximo à Estação o Monumento Coluna Invicta, criado pelo artista plástico Maurício Bentes em homenagem à Coluna.

O prédio da estação é constituído por um volume central, de dois pavimentos, outros três volumes de diferentes alturas, com cobertura de telhas cerâmicas, e plataforma de embarque. Nas fachadas há elementos decorativos em massa, com rusticados, frisos e um elemento decorativo no oitão. As janelas altas, de verga reta e com bandeiras, apresentam molduras em massa. A estrutura da cobertura da plataforma é em ferro, com fechamento em madeira na lateral. Internamente há elementos preservados, como esquadrias, pisos de ladrilhos hidráulicos com desenhos diferenciados, assoalhos, rodapés, forros, roda-forros e cimalhas de madeira. Guichês de atendimento para compra de passagens e serviço de telégrafo estão identificados na escrita da época, com pintura recente. Nas salas ocupadas hoje pelo Memorial, estão expostos objetos e documentos pertences a Luiz Carlos Prestes, doados pela família, uma foto em tamanho grande dos revoltosos, quadros e expositores com notícias e materiais referentes à Coluna, a partida da Estação, a vida de Prestes e Olga Benário.

A coluna Costa-Prestes, liderada por Miguel Costa e Luis Carlos Prestes e consagrada popularmente como Coluna Prestes, constituiu-se como a expressão político-militar máxima do tenentismo. Esse movimento, liderado por oficiais de baixa patente das Forças Armadas, contestou, na década de 1920, aspectos do Estado e da dinâmica política característicos da Primeira República, centrando-se principalmente na deposição do então presidente Artur Bernardes. Houve levantes no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e outros estados.

Prestes era capitão do exército, tendo sido transferido para o 1º Batalhão Ferroviário de Santo Ângelo (RS), onde entrou em contato com outros militares que conspiravam contra o governo federal. Em setembro de 1924 assumiu a liderança da revolta em Santo Ângelo. Após lutas com tropas legalistas, os sublevados marcharam para o norte, unindo-se com os revoltosos paulistas em Foz do Iguaçu (PR), de onde continuaram juntos sua marcha. Depois de percorrer vários estados do país, enfrentando as forças do governo, os revoltosos deixaram o Brasil em Mato Grosso e entraram na Bolívia, onde depuseram as armas em fevereiro de 1927. Esses acontecimentos encerraram a primeira etapa do movimento tenentista, centrada na luta contra as oligarquias no poder. Essa fase foi sucedida por um período de exílio dos combatentes, que se estendeu até a Revolução de 1930.

A Coluna Prestes, como expressão indispensável da compreensão do fenômeno do tenentismo, caracterizou-se como um episódio da história brasileira constituinte das transformações pelas quais passava o país na primeira metade do século XX. A marcha de aproximadamente 24 mil quilômetros percorreu territórios de 11 estados brasileiros, caracterizando-se também como um feito notável no âmbito militar.

Fonte: Processo de tombamento estadual

 

 

 

 

 
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